Estresse parental no autismo
- Cristiane Klonan

- 21 de nov. de 2024
- 1 min de leitura

Cuidar de uma criança com autismo é uma jornada desafiadora e repleta de amor, mas também pode trazer momentos de intenso estresse, especialmente durante crises de birra. Essas crises são frequentemente fonte de grande impacto emocional para os pais, cuidadores, profissionais e, principalmente, para os próprios autistas.
Durante essas situações, é comum que surjam comportamentos como gritos, choros intensos, ou até mesmo ações mais extremas, como autoagressões (morder-se, bater a cabeça) ou agressões contra outros. Esses comportamentos geralmente são respostas a fatores como:
Mudanças inesperadas na rotina, que afetam a previsibilidade e segurança;
Desejo de acessar algo importante para a criança, mas não conseguido de forma autônoma;
Fuga de atividades que perderam o interesse ou se tornaram aversivas;
Sobrecarga sensorial, onde estímulos do ambiente se tornam excessivos e difíceis de processar.
Para muitas crianças autistas, a dificuldade em se comunicar verbalmente intensifica esses momentos. Nessas situações, ações como bater, espernear ou gritar tornam-se formas de expressar necessidades, desconfortos ou frustrações.
Para os familiares e profissionais que convivem diariamente com essas crianças, a carga emocional e prática pode ser significativa. O estresse parental não deve ser subestimado, pois pode impactar a qualidade de vida, o bem-estar e até mesmo a relação com a criança.
Mas há esperança! 🌟
Busque acompanhamento especializado para entender melhor as necessidades da criança e aprender estratégias para lidar com as crises. A terapia parental com profissionais especializados em autismo pode transformar sua experiência, oferecendo suporte emocional e ferramentas práticas para navegar os desafios de maneira mais leve e eficiente.
Cuide de você para cuidar melhor de quem você ama! 💛
Cristiane Klovan
(Psicóloga, psicopedagoga, especialista em inclusão e mestre em educação)





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